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Queda de cabelo

Conheça as principais causas e as melhores soluções

 

A queda de cabelo é uma queixa muito comum, principalmente entre as mulheres. Não apenas no inverno, estação mais propícia à queda, mas durante o ano todo as mulheres costumam perceber esse desfalque ao lavar e pentear os cabelos. Quando a pessoa deduz que a queda está excessiva e preocupante, realmente algo está errado.

Mas em primeiro lugar, precisamos entender que queda de cabelo é diferente de calvície (alopecia androgenética), que é a falta de cabelo, na maioria dos casos, por motivos genéticos ou hereditários. Já a queda de cabelo tem causas relacionadas mais ao estado hormonal, emocional e de alimentação. Por isso, quem está sofrendo com a queda de cabelo não precisa se preocupar em ficar careca!

A perca de fios considerada normal para uma pessoa saudável é de 50 a 100 fios de cabelo ao longo do dia. Esse é um número estimado e relativamente aceitável, visto que corresponde a cerca de 10% de todo o cabelo. Os indícios de que algo está errado se dá quando, ao pentear os cabelos, por exemplo, a pessoa percebe uma queda abundante, desses aproximados 100 fios de uma só vez e que teoricamente deveriam cair ao longo de todo o dia. É nesse momento a hora de procurar um médico dermatologista, para que seja identificada a causa exata da queda e o melhor tratamento.

 

OS PRIMEIROS SINAIS

Conforme os anos passam e a idade chega, é natural que os fios de cabelo se tornem cada vez mais finos e rarefeitos. Mas quando a pessoa com pouca idade começa a perceber os indícios de uma queda acentuada, isso pode significar algum problema de saúde mais grave ou alguma alteração hormonal que precisa ser investigada. Fatores patológicos como doença de tireoide, deficiência de ferro, anemia ou outros, como período de amamentação ou doenças autoimunes podem ser possíveis causas da queda acentuada de cabelo.

É possível que algumas causas sejam identificadas com mais facilidade, mas o diagnóstico exato somente um dermatologista ou outro especialista poderá confirmar, através de exames como o de tração, em que são puxados os fios em tufos, na cabeça toda, para quantificar a queda e determinar se é uma queda normal do ciclo ou algo disfuncional.

A queda disfuncional é causada por doenças como anemia, doença da tireoide, distúrbios nutricionais, tratamentos hormonais, após cirurgias ou após o parto. Na maior parte dos casos, trata-se apenas de queda normal do ciclo do cabelo, mas é fundamental ficar de olho nas causas e sempre procurar um especialista em caso de dúvidas.

 

O CICLO DE CRESCIMENTO DOS CABELOS

O crescimento dos cabelos ocorre de forma ciclica, em três fases, mas nem todos os fios estão na mesma etapa de crescimento. Na primeira fase, chamada anágena, é a fase mais importante para o crescimento de um cabelo saudável, onde o fio cresce por um período geneticamente determinado, atingindo seu crescimento máximo, que dura de dois a seis anos. A segunda fase, denominada catágena, é a fase de transição e dura poucas semanas. Nela é onde o cabelo se solta da raiz e sobe para o couro cabeludo. Por fim, na fase telógena, considerada a fase de repouso e que pode durar cerca de três meses, o fio se prepara para cair, pois é empurrado por um novo fio que está por vir e assim, dá início a um novo ciclo de crescimento. Um adulto normal apresenta aproximadamente 10% dos fios nesta última fase, por isso é comum a queda de 50 a 100 fios diários. Mas esteja atento: uma queda anormal, notada por mais de dois meses indica que algo não está funcionando corretamente e precisa ser tratado.

 

PRINCIPAIS CAUSAS

 

Dietas rígidas

Quando um nova dieta é inserida na alimentação e esta, por sua vez, têm deficiência de alguma vitamina, como as do complexo B ou C, por exemplo, pode haver uma queda acentuada de cabelo. Cardápios que extinguem os carboidratos, proteínas ou minerais da alimentação interferem diretamente na saúde dos fios e no seu crescimento. Para que o fio cresça, é exigida uma grande quantidade de ferro, presente nos minerais e no caso de dietas muito rígidas, a falta desses nutrientes pode causar a fragilidade do fio, resultando em um queda intensa.

Alteração hormonal

Qualquer deficiência hormonal pode resultar na queda de cabelo. Períodos menstruais ou problemas em glândulas endócrinas como tireoide, suprarrenal e hipófise desregulam o organismo e atrapalham a chegada dos nutrientes aos folículos capilares. E quando o estado hormonal é, por algum motivo, defeituoso na qualidade ou quantidade, o corpo reagirá deixando de fazer o que considera desnecessário e isso inclui o crescimento do cabelo.

Secador e chapinha

Até mesmo quem não sofre com queda de cabelo pode sentir alterações na estrutura do fio se passarem a usar equipamentos como chapinha e secador com muita frequência. E no caso de pessoas que já possuem os fios frágeis, o uso demasiado destes equipamentos pode agravar a queda de cabelo. Depois do banho, por exemplo, algumas partículas de água entram no fio e o contato com o calor posterior leva à formação de bolhas de ar dentro do cabelo, favorecendo a queda. A recomendação é utilizar estes equipamentos com pouca frequência e evitar as temperaturas muito elevadas.

Anemia

O nosso organismo entende que a única função do cabelo é proteger o couro cabeludo. Por isso, em uma situação onde se faz necessário “economizar” nutrientes e energia, no caso de uma doença, os fios são colocados em segundo plano e, estando fragilizados pela falta de nutrientes, quebram e caem. A anemia, portanto, é uma causa comum, onde temos a deficiência do ferro, que é o mineral presente na hemoglobina e importante para a produção de glóbulos vermelhos, ambos responsáveis pelo transporte de oxigênio no sangue. A anemia pode ser causada por fatores como desregulação hormonal, inflamações, infecções e carência nutricional. Como o cabelo é, substancialmente, formado de proteína, ele depende do bom funcionamento da hemoglobina para se manter saudável e continuar crescendo.

Cabelo preso

O rabo de cavalo e outros penteados que tencionam o cabelo também contribuem para a inflamação do folículo capilar, que induz a queda. Esse hábito pode causar uma alopecia por tração, quando ocorrem falhas no cabelo pela força exagerada empregada para puxar os fios. A dica neste caso é evitar prender os cabelos com elásticos muito finos e sempre deixar os cabelos “folgados”, evitando causar muita pressão aos fios.

Stress

Em situações de stress, o organismo faz com que o corpo utilize mais energia que o normal, o que pode afetar a produção dos fios, pois estes nutrientes necessários para a fabricação de cabelo estão sendo consumidos para gerar energia em função de outro objetivo. Nessa situação, o organismo inteiro perde uma grande quantidade de vitaminas e minerais, além de fazer com que o organismo produza mais cortisol, hormônio que desacelera a divisão celular na raiz. A queda pode representar de metade a três quartos do total de fios.

Alimentação

A alimentação é um fator que afeta todas as áreas do cortpo e com o cabelo não é diferente. Algumas vitaminas e minerais são essenciais para nutrir o couro cabeludo e estimular o crescimento dos fios. As vitaminas do complexo B, por exemplo, são as principais responsáveis por um cabelo considerável saudável e podem ser consideradas as mais importantes para a saúde dos fios. Elas são provenientes de alimentos como carne, ovo, leite e vegetais de folhas verde-escuras. Essas vitaminas são importantes para o funcionamento correto do metabolismo celular, responsável pela divisão das células e, assim, pelo crescimento do cabelo.

Pós-parto

O chamado eflúvio telógeno pós-parto pode ocorrer de três a quatro meses após o parto. Nessa fase, os hormônios da mulher estão em fase de readequação, uma vez que na gravidez a mulher tem um baixo nível de hormônios masculinos, responsáveis pela queda de cabelo, e uma grande quantidade de estrogênio e progesterona, que estimulam o crescimento dos fios. Então, quando os hormônios masculinos voltam em maior quantidade ao organismo, é clara a queda de cabelo. As divisões celulares se interrompem e, após alguns meses, os fios caem. Essa situação pode durar alguns meses, até que os hormônios voltem ao normal. A única atenção é se houver uma queda de cabelo excessiva durante a gestação. Neste caso, algo está errado e faz-se necessário consultar um médico.

 

TRATAMENTOS

 

Antes do tratamento, é preciso descobrir a causa da queda. Por isso, procure um dermatologista. Não existe milagre que faça o cabelo crescer aceleradamente, mas hoje existem algumas soluções no mercado que estão contribuindo para a saúde dos fios, evitando a queda demasiada.

 

Latanoprosta

A latanoprosta é uma substância usada em colírios para tratar glaucoma. Após algum tempo de uso, os pacientes que utilizavam o colírio relataram um aumento no volume dos cílios. E então, após algumas pesquisas foi desenvolvido um tratamento que faz crescer novos fios, permitindo que os fios em fase de crescimento continuem crescendo, a fim de evitar a queda dos cabelos antes do tempo comum. O “remédio” é encontrado em forma de mousse e a aplicação é feita diretamente na raiz, no período recomendado pelo dermatologista.

 

Microagulhamento

Outro tratamento que contribui na produção de fios é o microagulhamento. São feitos minúsculos furos no couro cabeludo que provocam um sangramento na região. Esse mecanismo libera o plasma rico em plaquetas. Além disso, os furinhos aumentam a vascularização da região. Vascularização e plaquetas geram formação dos fios de cabelo.

 

Minoxidil

O minoxidil é uma droga de uso tópico, facilmente encontrada em forma de loção capilar e que tem ação vasodilatadora. Esse princípio ativo evita que o cabelo caia e pode estimular o crescimento em algumas áreas, mas o resultado notório pode demorar alguns anos.

 

Como visto, estas são as principais causas da queda de cabelo e muitas outras podem estar ocasionando o problema, como  o uso de medicamentos fortes ou também o tabagismo. Por isso, ao notar uma queda descontrolada e anormal dos cabelos, procure um especialista, descubra as causas e faça os tratamentos recomendados.

Até a próxima!

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