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Transição capilar

Entenda o processo e auxilie suas clientes nessa etapa

 

Chapinha, relaxamento, permanente, progressiva, definitiva, escova japonesa, escova inteligente, botox…

Após uma era de mulheres adeptas aos cabelos lisos, o conceito de cabelo natural foi se modificando e ganhando cada vez mais força. Os cabelos que antes eram febre na versão quimicamente alisada, hoje se estabelecem como cachos poderosos.

As madeixas cacheadas são sinônimo de beleza natural e autoestima garantida. Por isso, todos os dias os salões de beleza tem têm recebido clientes que querem mudar o visual, mas no processo inverso: sair do alisamento e voltar aos cachos naturais.

Surge então o conceito de transição capilar, que leva as mulheres com alguma química alisante nos cabelos de volta às raízes. Na matéria de hoje você entenderá mais sobre o assunto e poderá auxiliar suas clientes que estão passando por este processo. Já adiantamos: não é fácil, mas no final vale a pena o esforço.

 

O QUE É A TRANSIÇÃO CAPILAR?

 

Com os tratamentos químicos o pH do couro cabeludo é afetado, enfraquecendo os fios que estão para nascer. Por isso, na transição capilar o cabelo virgem vai crescendo ainda influenciado pelos produtos alisantes, conhecido como a fase Scab Hair. Durante o processo, inevitavelmente o cabelo apresentará duas texturas, sendo a raiz natural, cacheada ou encaracolada, e as pontas lisas, com os resquícios de alisamento.

Este processo, nada mais é que a fase em que se abandona toda e qualquer química alisante a fim de restaurar os cabelos em sua condição original, além de ser uma forma de aceitação dos fios como eles realmente são.

A fase não é nada fácil para que adere ao procedimento, pois exige muito tempo e paciência, uma vez que a intenção é deixar nascer todo o cabelo natural até que não reste mais nenhuma química.

 

COMO FUNCIONA

 

Os fios cacheados e crespos possuem características diferentes dos fios que foram alisados quimicamente e é comum que quando a raiz natural começa a crescer, a mistura das duas texturas seja trabalhosa de lidar, pois o topo da cabeça vai ganhar mais volume, enquanto as pontas estarão escorridas.

Por isso a paciência é o ponto-chave neste processo, pois a cliente precisará aprender a lidar com as diferentes texturas do cabelo, para encarar com determinação toda a fase da transição.

Para aquelas que não se sentem confortáveis em esperar todo o crescimento do cabelo, a opção é apelar para o corte químico, procedimento que remove toda a parte alisada ou ainda, tratar os cabelos durante a transição através de um cronograma capilar (link). Neste caso, não existe um tempo definido, pois tudo dependerá do ritmo de crescimento do cabelo de cada pessoa.

 

BIG CHOP

 

O Big Chop, ou grande corte traduzido do inglês, é uma opção imediata para quem não tem paciência de passar por toda a transição e quer se livrar de uma vez, ou o mais rápido possível, da parte alisada.

É possível remover toda a parte alisada logo no início da transição. Todavia, é uma escolha radical, já que o cabelo ficará bem curtinho. Outra opção para quem não tiver tanta coragem de ir ao extremo, é ir fazendo os cortes aos poucos, quando a raiz natural estiver na metade da madeixa, por exemplo.

Em ambos os casos, o ideal é procurar um excelente profissional para realizar o procedimento, pois este saberá como amenizar o efeito indesejado das texturas através de um corte adequado.

 

TEXTURIZAÇÃO

 

Para quem não vai optar pelo corte químico, a texturização capilar é uma opção muito válida para lidar com as texturas apresentadas durante a transição. A técnica ajuda disfarçar a parte lisa, deixando-a semelhante aos cachos naturais.

Várias maneiras de texturização podem funcionar nestes casos, como o twist, bigudins, popling, bobes, coquinhos ou a mais comum, do papel higiênico. Simples, eficaz e fácil de fazer:

  1. O primeiro passo é aplicar o leave in, creme de pentear ou ativador de cachos em todo o cabelo (de preferência seco);
  2. Faça alguns “enroladinhos” com pedaços de papel higiênico e reserve;
  3. Divida o cabelo em mechas pequenas, torça e enrole cada mecha no “rolinho” de papel higiênico, formando coques;
  4. Prenda os coques com um elástico ou com a ponta do próprio papel;
  5. Dê uma pausa para a texturização fixar no cabelo (pode ser feito antes de dormir e retirar de manhã, ao acordar);
  6. Desfaça os coques, retire o papel e solte o cabelo com os dedos;
  7. Finalize com um reparador e pronto!

E para que a texturização não interfira no processo de transição e o resultado tenha um efeito mais natural, evite texturizar os cabelos utilizando um babyliss, pois o calor do equipamento pode ressecar os fios, que naturalmente já são ressecados devido ao seu formato original de “caracol”, onde a oleosidade produzida na raiz demora para deslizar no comprimento e alcançar as pontas.

DICAS

 

E para finalizar, aí vão algumas dicas que ajudarão suas clientes que estão passando pela transição capilar:

 

  • Abuse das texturizações;
  • Em dias de bad hair day, recorra aos penteados práticos e tranças;
  • Para um visual diferente, opte pelas famosas box braids, ou trança nagô, que são tranças feitas de um material sintético que não estragam os fios e garantem um estilo super descolado;
  • Acessórios são ótimos aliados. Use headbands, turbantes, tiaras, entre outros;
  • Evite continuar com outras químicas, como colorações e volte a fazê-lo somente após o fim da transição;
  • Faça o cronograma capilar e utilize produtos específicos para cabelos cacheados;
  • Fuja dos shampoos com sulfato, bem como pentes finos e fontes de calor excessivo.
  • Aposte nas técnicas de “no poo” (sem shampoo) e “low poo” (pouco shampoo) em algumas lavagens, , para evitar o ressecamento dos fios.

 

O discurso da aceitação do cabelo natural tem crescido e cada vez mais mulheres resolvem largar a química para assumirem seus cabelos. Mas se em algum momento, você se sentir enfraquecida, lembre-se que a Transição Capilar é um processo lento e pode ser doloroso para algumas meninas, mas quanto mais foco e  força você tiver, mas perto chegará do seu objetivo. Se por um lado você é livre para desistir, por outro, não deve faze-lo com tanta facilidade. Lute o máximo que puder!

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